Com o objetivo de resgatar a história do Sport, trazemos mais uma série de textos com cores de nostalgia para os grandes rubro-negros. Depois de “Ídolos do Leão”,  que traça o perfil de grandes jogadores que vestiram a camisa do Rubro-negro, agora estreamos  a seção “Grandes Jogos”.  A ideia é relembrar grandes vitórias do Sport nas mais diversas competições disputadas. O torcedor também pode sugerir seu jogo marcante, enviando email para marcelo.cavalcante@sportrecife.com.br.

Na estreia, vamos viajar no tempo e chegar em fevereiro de 2009. Há 15 anos, o Leão fazia sua estreia na Taça Libertadores da América daquela temporada.  Era a segunda participação do Sport na mais importante competição sulamericana. Antes, o Leão havia atuado na Libertadores de 88 e sua participação foi tímida. Em 2009, no entanto, o time rubro-negro era mais cascudo. Havia conquistado a vaga como campeão da Copa do Brasil no ano anterior. O que não faltava era empolgação da torcida, que esteve  presente em grande número no estádio Monumental de Santiago.

Aliás, os torcedores foram um capítulo à parte. Invadiram a capital chilena. Estavam em todos os lugares. No Mercado Público de Santiago, fizeram um mar vermelho e preto. Acompanharam treino da equipe, estiveram na concentração da equipe. Energia positiva que contagiou o elenco.  Os comandados de Nelsinho Baptista entraram em campo nesse clima de confiança e fizeram um jogo correto. A marcação forte no meio de campo surpreendeu os chilenos, que não conseguiam produzir jogadas.  Nos minutos iniciais, Ciro abriu o placar para o Leão.

O gol esquentou a fria Santiago. Afinal, a torcida do Sport fez uma festa tremenda. O Colo Colo precisou sair para o jogo.  Mas acabou tomando o segundo gol. Wilson marcou. O 2×0 tranquilizou o Sport, mas deixou o jogo perigoso. Especialmente quando, no segundo tempo, Lucas Barrios diminuiu o placar. A pressão aumentou e Barrios quase fez o empate, num chutaço de fora da área. Mas Magrão fez um verdadeiro milagre.

O Sport estreava com pé direito. Chamava atenção de todo continente. Foi o primeiro clube brasileiro a aplicar uma vitória sobre o Colo Colo em sua casa, em partida válida pela Libertadores.

Sem dúvidas, um Grande Jogo. Daqueles que ninguém esquece.

Ficha técnica:

Sport: Magrão. Igor, César de Lucena, Severino Durval – Moacir Costa, Hamilton Ferreira, João Henrique Andrade, Paulo Baier (Fumagalli, 74), Antônio Monteiro Dutra – Ciro Henrique Alves (Weldon, 65) e Wilson  (Sandro Goiano, 77).  Técnico: Nelsinho Baptista.

Colo Colo: Christian Muñoz,  Gonzalo Jara (Yerson Opazo, 67), Luis Mena, Rodrigo Riquelme, José Domingo Salcedo – Rodrigo Meléndez (César Carranza, 46), Arturo Sanhueza, Rodrigo Millar, Macnelly Torres (Gerardo Cortés, 78) – Rodolfo Moya, Lucas Barrios. Técnico: Marcelo Barticciotto.

Gols: Ciro, aos 7, e Wilson, aos 44 minutos do primeiro tempo;  Lucas Barrios, aos 25 minutos do segundo tempo.

Local: Monumental de Santiago
Público: 40.000
Árbitro: Saúl Laverni, auxiliado por Gustavo Esquivel e Ricardo Casas (trio argentino).