Por Marcelo Cavalcante

Desde o início da temporada, o Sport vem mandando os seus jogos na Arena de Pernambuco. E o torcedor está mostrando sua força, comparecendo em bom número nas partidas da equipe, seja pelo Campeonato Pernambucano ou pela Copa do Nordeste, no moderno estádio localizado em São Lourenço da Mata. Porém, nenhum rubro-negro esconde a saudade da Ilha do Retiro, a eterna casa do Leão. Saudade que ganha contorno de orgulho e expectativa. Afinal, o gramado está passando uma reforma gigantesca. Um trabalho inédito, jamais visto na história do clube. Tudo está sendo feito com muito cuidado e atenção para deixar o palco em condições de sediar uma quantidade de jogos, suportando mudanças climáticas e não prejudicando, assim, a qualidade técnica das equipes.

Na verdade, a Ilha do Retiro virou um imenso canteiros de obras. Quem passa na avenida Abdias de Carvalho, já percebe que o trabalho não para no clube. “Foram cerca de 700 caçambas de areia retiradas do campo da Ilha do Retiro”, revela o engenheiro da obra, Walter Revoredo. “É uma obra bem profunda no palco Rubro-Negro. Se nos inúmeros trabalhos anteriores, a mudança era apenas no gramado, agora, o terreno está sendo integralmente modificado”, complementou.

Pela primeira vez foi retirada toda a camada de terra até chegar na impermeável, que consiste em uma parte de 40cm de argila. Está sendo executada a inclinação do terreno, com auxílio da topografia a laser. Já foram executados 60% do trabalho de terraplanagem, que será finalizado até o final de semana, quando o clube recebe a visita de um técnico para avaliação geral. Em seguida, será colocada uma camada de 15cm de brita (colchão drenante), que não existe na Ilha e que é de fundamental importância para o funcionamento da drenagem.

Em seguida, vem 30cm de areia (Top soil). A Ilha do Retiro receberá grama bermuda celebration, a mais indicada para gramados esportivos em locais com clima tropical. Maracanã, Castelão, Arena Fonte Nova e Mineirão são alguns dos estádios que usam o tipo de grama que será plantada no palco de todos os rubro-negros.

Durante o trabalho de escavação, uma descoberta surpreendeu a todos na Ilha do Retiro. Os profissionais encontraram manilhas, peças que eram utilizadas como drenagem do gramado desde à década de 50, quando o estádio chegou a sediar uma partida da Copa do Mundo. O superintendente de operações e patrimônio do Sport, Leonardo Reis, foi preciso uma readequação do cronograma para que o planejamento do trabalho fosse seguido à risca. “As obras estão a pleno vapor. Conseguimos fazer mudanças importantes para superar algumas surpresas, como foi o encontro das manilhas. Então, o trabalho está sendo feito diariamente e estamos satisfeitos com o resultado obtido”, declarou Reis.

A expectativa dos rubro-negros é que a nova Ilha do Retiro esteja pronta no ínício de agosto.