Destaque no basquete no Sport, Manuella Aquino, têm uma relação especial com a maternidade. Mãe e jogadora do Leão que disputa a Liga de Basquete Nacional (LBF), Manu, como é conhecida, fala como a gestação e a maternidade mudou e influencia na sua carreira e como mãe, o que pensa para o seu futuro e do seu filho, o pequeno Caio, de apenas um ano e dois meses.
Essa história é muito comum entre as mulheres, uma mãe que se divide entre o filho, a casa e o trabalho. No entanto, quando o trabalho da mãe é jogar basquete em alto nível, o processo é um pouco mais complexo. Manu Aquino divide com a torcida do Sport como a mãe Manuella se multiplica em várias para dar conta de tudo.
Uma surpresa que trouxe um novo momento na carreira
Muitas gestações têm início no planejamento, porém, foi uma surpresa que pegou a jogadora de basquete de repente. Manu atuava no basquete College, nos EUA, e estava em um ótimo momento da carreira. A atleta engravidou durante um período de férias no Recife. “Então, a gente não planejou a vinda de Caio, eu estava focada no basquete, jogando nos Estados Unidos e quando vim ao Recife de férias e engravidei, com isso, tive que dar uma pausa e parar de jogar”, disse Manu.

A gestação e a relação difícil de ser mãe e jogar basquete
Manu revela também que o período de gestação foi muito difícil. “Esse novo momento de gravidez foi bem difícil a minha relação com o basquete. Isso por todos os motivos de ter engravidado no meio da carreira e não ter planejado e por isso ter que parar, para mim, foi muito complicado. O máximo contato que eu tive com o basquete foi acompanhar os jogos do meu marido, que também joga basquete e fui ver alguns jogos dele, mas não iria a todos, porque eu estava muito desanimada”, revelou.
A volta às quadras para uma nova mamãe
A volta é um processo bem complexo para uma mãe atleta e no caso de Manu Aquino, não foi diferente. “No início, quando Caio nasceu eu fiquei meio fora e só voltei para as quadras quando ele tinha quatro meses, mas a diferença no meu desempenho era muito grande. Um corpo novo é um cardio novo digamos assim e agora com mais responsabilidade”. Ela fala também de um dos momentos mais complicados para as mães atletas, a amamentação e os treinos. “no meu caso foi muito especial, porque Caio sempre mamou e nunca pegou mamadeira, eu ficava preocupada e tinha que parar no meio do treino para dar de mamar a ele”, relembrou.
“Como era algo muito recente para minha cabeça e o meu corpo, eu desconstruí o físico de atleta quando virei mãe, mas eu ainda me cobrava como uma atleta que não tinha filhos, a jogadora que eu era antes”. Ela continua: “Hoje, eu ainda me cobro como aquela atleta, mas é uma coisa totalmente diferente né, ser atleta e mãe ao mesmo tempo”, reconheceu.

A nova rotina da mamãe e cestinha do basquete do Leão
Outro momento especialmente delicado é a mudança na rotina depois dessa volta às quadras, e Manu revela como funciona hoje o seu dia a dia. “Minha rotina hoje é voltada para os treinos. Pela manhã eu fico com Caio, no início da tarde eu coloco ele no carrinho e me dedico à academia e aos treinos físicos. Após esse processo, preciso deixar ele com a minha mãe, daí eu saio de casa geralmente quatro horas antes do treino para dar tempo de resolver tudo, pois já deixo as comidinhas dele prontas, daí assim que acaba o treino eu volto correndo, quando eu chego para pegá-lo ele já está pronto para ir dormir”, fala a mãe dedicada Manu.
Futuro: Como toda mãe, ela pensa primeiro no filho
“O futuro de Caio, eu penso em preparar um atleta, com certeza. E ele, como fica muito em quadra comigo desde muito cedo e também na academia, isso torna mais fácil a convivência dele no meio do esporte e da atividade física”. Sobre a importância do esporte na vida do pequeno Caio, a mamãe Manu comenta sobre os seus planos. “A ideia é apresentar todos os esportes para ele, mas, obviamente, vou puxar um pouquinho para o meu lado, o basquete, que é o esporte da família, então nem tem dúvida nisso”, Afirma.
Sobre o seu futuro, Manu Aquino avalia sua postura dentro e fora da quadra. “Acho que ter tido filho no meio da carreira foi um pequeno choque, mas a parte boa é que eu hoje quero ser a melhor pessoa possível para Caio, ser o melhor exemplo possível para ele, dentro e fora de quadra”. Quando o assunto é o basquete, Manu revela que ainda é uma incerteza.

“O meu futuro no basquete vai depender muito de como as coisas vão acontecer, se ele estiver bem comigo jogando basquete e se estiver tudo certo, eu nas quadras e ele estiver passando bem ótimo”.
Ela finaliza falando sobre o verdadeiro sentimento que é o exemplo do extinto materno: “Mas, a partir do momento que minha rotina dentro de quadra estiver atrapalhando um pouco a rotina dele e ficar pesado, aí eu vou ter que repensar um pouco. Mas, vamos esperar, por enquanto, minha rotina é Caio e o basquete no Sport”, finaliza Manu.
