Dia Nacional do Fisioterapeuta: Entendendo uma função crucial no Departamento de Futebol do Sport

13 de outubro de 2026

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Uma equipe que veste a camisa e trabalha muito fora das quatro linhas! (Foto: Paulo Paiva/SCR)

No universo do esporte de alto nível, em que os limites físicos são testados e a exigência por resultados é imediata, a bola rola bem antes de entrar nas quatro linhas de um campo de futebol, esporte inserido no contexto do Sport Club do Recife e na Equipe de Fisioterapia, que faz parte do Núcleo de Saúde e Performance no departamento de futebol do Leão.

A Fisioterapia Esportiva é uma engrenagem indispensável no universo rubro-negro. Em uma nuance de um clube grande, com exigência natural por resultados e fluxo alto de partidas profissionais, seguindo o rito do calendário nacional, o setor sustenta a performance e a saúde dos jogadores do elenco do Sport.

Em comemoração a este 13 de outubro, Dia Nacional do Fisioterapeuta, o site oficial leonino faz alusão à data, valorizando e explicando o trabalho dos profissionais da área dentro do Clube.

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Apresentando a equipe

O time de fisioterapeutas do Sport conta com quatro profissionais. Todos pernambucanos, com vínculo e peso curricular para conduzirem um elemento tão crucial no departamento de futebol: Vinícius Monteiro, coordenador de fisioterapia; Evert John Serafim, co-coordenador; Eduardo Pimentel e Lucas Ribeiro, fisioterapeutas.

Graduado pela Universidade Católica de Pernambuco, Vinícius Monteiro entrou no Sport em 2022, quando foi estagiário até a temporada seguinte. Enriquecendo academicamente com pós-graduações em fisioterapia esportiva e traumato-ortopedia, o profissional também tem formação em terapia manual e foi efetivado como fisioterapeuta, função que acumulou em 2024 e 2025, assumindo a coordenação do setor nesta temporada.

“Passei por todas as fases dentro do Clube, desde o estágio, fisioterapeuta, até o atual momento, assumindo a coordenação da fisioterapia. Um valor que o Sport deu a um profissional que foi feito na casa, assim como outros exemplos em outros setores que trabalham dentro da instituição. O Sport é reconhecido nacionalmente como uma escola e isso abrange muitas áreas”, declarou Vinícius.

Vinícius Monteiro tem formação profissional dentro do Leão e assumiu a coordenação do setor. (Foto: Paulo Paiva/SCR)

Enquanto co-coordenador, Evert John é o braço direito de Vinícius, como ambos acabam mencionando durante uma roda de conversa explicando as suas funções. Ele se formou em 2018 pela Univisa, possui cursos na CBF Academy, pós-graduação em fisioterapia esportiva, além de especialidades diversas que agregam completamente às demandas dentro do Sport: avaliação funcional, prevenção de lesões esportivas, treinamento e reabilitação funcional, pós-operatório de joelho.

Entender as especialidades também é uma forma de compreender o trabalho realizado, já que tudo faz parte da rotina e realidade dentro de um clube de futebol e de seus respectivos atletas. Se Vinícius foi formado profissionalmente no Sport, no caso de Evert John, ele chegou ao Leão neste ano, antes tendo passagens pela Copa América de Basquete (FIBA), Caruaru City e Vitória das Tabocas.

“Consegui unir uma experiência internacional bem interessante pela FIBA e estava na coordenação da fisioterapia esportiva do Vitória, onde fomos campeões da Série A2 e iniciamos o Pernambucano deste ano, até surgir o convite do Sport, explicando o planejamento e as ideias dentro do funcionamento do setor. Aceitei o desafio com muita alegria. O Sport tem estrutura e nos oferece um suporte incrível, mas tem um diferencial a mais: a integralidade entre os setores e a vontade dos profissionais em darem o máximo por esta camisa”, afirmou John, forma como é tratado pelos jogadores.

Evert John em trabalho interno na sala da fisioterapia, no CT rubro-negro. (Foto: Paulo Paiva/SCR)

Eduardo Pimentel é outro profissional da fisioterapia leonina que chegou ao Sport em janeiro deste ano. Formado na Uninassau em 2013, é mais um com grande cartel curricular: especialista em fisioterapia esportiva pelo COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) e membro associado da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (SONAFE Brasil) há três anos.

Pimentel também é membro da ABRAFITO (Associação Brasileira de Fisioterapia Traumato-Ortopédica) e mestre em fisioterapia pela UFPE.

Além de um currículo com bastante gabarito, Eduardo Pimentel também é bastante bem-quisto por staff e jogadores no Leão. (Foto: Paulo Paiva/SCR)

Seguindo os passos de seu coordenador, Lucas Ribeiro vai construindo uma trajetória parecida com a de Vinícius Monteiro: chegou ao Leão para atuar na base. Fisioterapeuta pela Universidade Católica de Pernambuco desde 2017, ele acumula uma passagem como Coordenador do setor de Fisioterapia das Categorias de Base do Sport de agosto até dezembro de 2025, tendo sido recém-integrado ao elenco profissional em setembro de 2026.

Assim como seus companheiros de setor, ele é especialista em fisio esportiva, com formação pelo COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) e também é membro associado da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (SONAFE Brasil).

Com trajetória nas Categorias de Base do Leão, Lucas Ribeiro foi integrado ao futebol profissional. (Foto: Paulo Paiva/SCR)
Funcionamento operacional do time de fisioterapia do Leão

As complexidades da área,  que envolvem tantos cenários, sendo um elo para controle de carga, recuperação após lesões consolidadas e a prevenção delas, além de lidar com viagens naturalmente desgastantes, são bem geridas pela capacidade de cada profissional envolvido e escolhido nos mínimos detalhes. Mas o desafio torna-se ainda maior em um calendário com o fluxo intenso como o do futebol jogado no Brasil, ainda mais dentro do contexto de um clube do tamanho do Sport.

“O futebol brasileiro é bem complexo, com pouco tempo de descanso entre os jogos, que são abundantes. Com isso, dividimos a fisio do Sport durante os períodos de treino. Todos os dias temos três fisioterapeutas à disposição dos jogadores no pré e no pós-atividade, e no contraturno, colocamos sempre um fisioterapeuta à disposição dos atletas que estão no DM. Temos que ter olho e atenção em tudo: logística, processos, decisões. Temos reuniões científicas semanais nas quais todo o time de fisioterapeutas contribui bastante buscando o melhor, ciente do tamanho da nossa responsabilidade”, explicou Vinícius.

Vinícius e Lucas durante o fechamento após a vitória contra o São Bernardo; profissionais são completamente integrados ao departamento de futebol do Sport. (Foto: Paulo Paiva/SCR)
Universo da Fisioterapia

O escopo do trabalho dos fisioterapeutas do Sport é estendido e atemporal, envolvendo atividades em finais de semana, feriados e madrugadas. Tudo isso como regra, e não exceção. Esse é o futebol no Brasil, e os profissionais envolvidos, ainda que não tão conhecidos como os atletas, trabalham duro e suam a camisa do mesmo modo.

Na sistemática do serviço, as áreas abordadas passam por: avaliação matinal, bandagens funcionais, liberação articular antes de os atletas irem ao campo, monitoramento dinâmico e prontidão imediata para os jogadores, atendimentos de urgência em trauma durante o campo (treino/jogo), sessões de recovery, eletroterapia, reabilitação na maca e transição física funcional para reabilitação de lesionados.

“Neste nível de processos, a fisioterapia de alto rendimento no futebol profissional vai muito além de tratar lesões. O principal objetivo é contribuir para evitá-las, otimizar as recuperações e garantir que o atleta possa voltar à alta competitividade nas melhores condições possíveis. No Sport, a exigência é enorme pelo tamanho do Clube. É um trabalho que precisa ser feito com responsabilidade, cuidado e muita integralidade. Trabalhamos baseados em avaliações, monitoramento, critérios de progressão e decisões individualizadas para cada caso”, voltou a exemplificar o coordenador de fisioterapia, Vinícius Monteiro.

Eduardo Pimentel e Vinícius Moreira em acompanhamento individualizado; uma das rotinas é realizar baterias nos primeiros dias de novos contratados. (Foto: Paulo Paiva/SCR)
Cuidado individualizado e integralidade

Se a fisioterapia é um vasto universo, cada atleta também é. O que aumenta o zelo com o trabalho individualizado, que, neste caso, anda junto ao coletivo. São mais de trinta atletas, cada um com suas respectivas biomecânicas, características fisiológicas e orgânicas. É neste aspecto que a capacidade de cada profissional se reúne com a ciência e as equipes do Departamento de Saúde e Performance dialogam.

“Cada atleta tem suas particularidades, comportamentos e histórico. Através disso, com muita integralidade, montamos uma cartilha para cada jogador, com o intuito de oferecer o melhor cuidado e processo tanto na recuperação quanto no cotidiano deles. Enquanto coordenador, entendo que é crucial termos a nossa equipe de fisioterapia bem alinhada e com comunicação eficiente com todos os outros profissionais e elos do Departamento de Saúde e Performance”, completou.

Os braços de um departamento: Vinícius Monteiro e Evert John ao lado do Doutor Fitipaldi, coordenador do Núcleo de Saúde e Performance. (Foto: Paulo Paiva/SCR)
Desafios no futebol brasileiro

Verbalizar o calendário do futebol brasileiro é um dogma de todo profissional que atua em clubes relevantes do país. Estrangeiros, nativos, treinadores, jogadores, profissionais inseridos ao todo. Validando um setor cujo o trabalho é baseado em cargas, ser fisioterapeuta de alto rendimento em um clube feito o Sport é um desafio enorme; mas que pode ser ainda maior com as rotinas no Brasil.

“Existem desafios muito particulares no futebol brasileiro: sequência de jogos, viagens e a dificuldade que o calendário apresenta, ainda mais por sermos um clube inserido no Nordeste, com mais tempo em transportes aéreos e terrestres. Em comparação a outros países, é uma forma de enxergar e viver cada realidade. A nossa, aqui no Brasil, exige uma capacidade grande de adaptação, planejamento e tomada de decisão. Tudo precisa ser mais rápido, curto e com enorme responsabilidade. Aqui no Sport, buscamos entender bem a resposta do atleta e tomamos as decisões dentro de um ambiente muito positivo com o Departamento Médico, o de Fisiologia e o de Preparação Física”, voltou a frisar Vinícius Monteiro.

“Desafios particulares”, disse Vinícius Monteiro, coordenador de fisioterapia do Sport, sobre o calendário do futebol brasileiro e o seu núcleo de atuação. (Foto: Deividson Isídio e Heber Gomes / Sport Recife.)
Respeito dos jogadores e construção mútua

A relação do time de fisioterapia do Sport com os jogadores é de imenso respeito e respaldada pela confiança do elenco rubro-negro nos profissionais da área. Uma situação que ganha tom mais alto com os números apresentados durante o ano, com baixo número de lesões musculares e a baixa rotatividade e incidência de atletas no Departamento Médico.

“Não tenho dúvidas que os atletas conseguem enxergar muito bem a relevância do trabalho da fisioterapia. Hoje, a leitura é que desempenhamos um ótimo ano, não tivemos nem quinze lesões musculares, no momento temos três jogadores lesionados e todos no contexto pós-cirúrgico. Conseguimos mostrar para eles (jogadores) a importância da prevenção, de seguir as cartilhas individualizadas e as recomendações de onde e com quê melhorar. É o grupo que mais construiu junto conosco; com vários atletas chegando mais cedo ou ficando até depois do horário para ter este tipo de cuidado. A relação é a melhor possível”, finalizou Vinícius.

Parte do time de fisios do Sport em um dia de treino no CT! (Foto: Paulo Paiva/SCR)

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