O que faz o título da Copa do Brasil ser tão especial não é “só” a conquista em si e tudo que ela significa em contexto de peso, representatividade, orgulho e expressão, mas também a conexão do Sport com os personagens daquela campanha. No final da tarde desta sexta-feira (7), uma grande prova disso: Romerito, ídolo da nação leonina por tudo que fez em 2008, visitou o hotel que o elenco do time profissional está hospedado para o jogo de amanhã contra o Vila Nova. Para este ato de carinho, o ex-meia pegou a estrada e viajou mais de 150 quilômetros, já que atualmente reside em uma fazenda no município de Uruana.
Para celebrar a visita de Romerito, o Sport o presenteou com uma camisa do Clube, com a número 10 e personalizada com o seu nome.
“Voltei para o meu início, que foi a fazenda. Mas não deixo de acompanhar o Sport, clube em que tive grandes alegrias. É muito gratificante ter esse tipo de homenagem, saber que conseguimos oferecer a nossa parcela de participação enquanto estivemos por lá. Fui muito feliz no Recife”, declarou Romerito, na época chamado carinhosamente de Caipira da Ilha.
Romerito também comentou sobre a forma que é lembrado nos dias atuais, sendo reconhecido e festejado sempre que volta ao Recife para visitar.
“O que vivemos em 2007 e depois em 2008 com a conquista da Copa do Brasil deixou grandes amizades. Foi fantástico poder conquistar por esta camisa, a forma que fomos acolhidos desde o início, por torcida, diretoria, a cidade. Hoje, mesmo voltando para passear, ainda sou reconhecido depois de tantos anos. Foi uma sementinha que deixamos depois de tanta luta, esforço, um reconhecimento incrível”, celebrou.
Entre várias lembranças, muitas citadas no longo período de conversa que teve com funcionários da época, a memória pela música que era ouvida em forte tom na Ilha, sempre que o seu nome era falado antes dos jogos.
“A identificação com o Sport foi recíproca. Sempre tive uma força física, vontade de jogar monstruosa, e tudo passava para a torcida, que tem isso como DNA. Os incentivos das arquibancadas me motivavam muito, quando eles começavam a gritar, chamava o nome, numeração, a música especial ‘Ah, é Romerito’, arrepiava demais. São momentos que não se apagam, marcantes na vida e que recordamos sempre”, admitiu Romerito, hoje com 51 anos.
Para encerrar, Romerito elencou o seu momento mais especial com a camisa do Leão. Lembrou de alguns gols, noites e tardes, mas considera que o hat-trick contra o Palmeiras tenha sido o que mais ficou marcado dentro de suas várias bem-sucedidas jornadas pelo Sport.
“Foram tantos momentos bons, felizes, conquistas, mas sem dúvida os três gols contra o Marcos naquela disputa ali nas oitavas da Copa do Brasil diante do Palmeiras. Fizemos 4 a 1 depois de empatar em São Paulo e mostramos a força que tínhamos dentro da competição”, finalizou.

