Mães de Raça: A capitã Andréia e o desafio de liderar as Leoas entre a saudade e o sonho

10 de maio de 2026

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Foto: Igor Cysneiros / SCR

No futebol, a posição de volante exige combate, resistência e uma leitura precisa de jogo. Como capitã das Leoas, a responsabilidade de Andréia dobra: ela precisa ser o exemplo de equilíbrio para o grupo dentro das quatro linhas. No entanto, é fora delas que a atleta enfrenta sua partida mais difícil. Há três anos defendendo as cores do Sport, Andréia vive diariamente o desafio de conciliar a braçadeira de líder com a distância física de seu filho, Davi.

Foto: arquivo pessoal

O choque da maturidade precoce

A maternidade bateu à porta de Andréia muito cedo. Grávida aos 15 anos e mãe aos 16, ela precisou transformar a incerteza em força em um piscar de olhos. O que para muitos poderia ser um motivo para desistir do esporte, para ela foi o combustível necessário para amadurecer.

“Ser mãe é algo inexplicável, uma sensação maravilhosa. Nunca pensei que teria uma responsabilidade tão grande tão cedo, mas hoje entendo que é o segundo amor de Deus. O Davi foi um menino que Ele mandou para mudar tudo na minha vida. Ele me fez ser mais mulher, ter mais mentalidade e sabedoria”, revela a volante.

Foto: arquivo pessoal

Consolidada como uma das referências do elenco rubro-negro em sua terceira temporada no Clube, Andréia carrega a braçadeira com a autoridade de quem sabe o preço de cada conquista. A rotina de treinos intensos, viagens longas e concentrações impõe uma realidade dura: o tempo longe de casa. Atualmente, o pequeno Davi de 6 anos, fica sob os cuidados da irmã de Andréia, e a distância é a “primeira prova” que ela precisa vencer todos os dias.

A atleta não esconde que a saudade aperta, mas mantém o foco no objetivo maior.

“A distância complica muito, mas eu coloco na minha cabeça que estou aqui pela minha família. É difícil estar longe do meu filho e da minha mãe, mas não vou desistir. O futebol sempre foi meu sonho e realizá-lo é o que me mantém viva. Minha família é minha motivação: primeiro Deus, depois eles”, afirma.

Foto: arquivo pessoal

O reencontro que renova as energias

Para a capitã das Leoas, não existe cansaço que supere a vontade de estar perto de suas raízes. Cada folga, por mais curta que seja, é uma oportunidade de exercer a maternidade de forma presencial.

“Às vezes o tempo é curto, mas se eu tenho uma oportunidade, eu vou. Nem que seja por duas horas, só de ver eles sorrindo meu coração já fica aliviado. Me sinto uma guerreira que está em busca do melhor para eles. O difícil eu já passei, que foi ficar meses sem vê-lo. Hoje, o futebol é o meu desafio e o meu sonho para dar o melhor para o meu filho”.

Ao completar seu terceiro ano de Sport, Andréia segue provando que a liderança das Leoas está em boas mãos. Uma liderança forjada no amor, na resiliência e na determinação de uma mãe que joga cada minuto da partida pensando no futuro de quem a espera com um sorriso em casa.

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