O jogo contra a Desportiva Ferroviária, nesta quinta-feira (5), marcará um reencontro especial entre o Sport e um jogador que deu muitas alegrias à torcida rubro-negra nos anos 90. Marcante para a geração que o viu jogar, sendo considerado um dos melhores da posição que atuaram no Leão, o ex-lateral esquerdo Dedé estará no Kleber de Andrade, onde além de assistir a partida entre duas equipes na qual teve bonitas histórias, também será homenageado com a entrega de uma camisa.
Nativo do Espírito Santo, morando em Santa Teresa, agradável cidade da Serra Capixaba, Dedé entrou em campo 123 vezes de forma oficial pelo Sport, com três títulos conquistados, entre Campeonatos Pernambucanos e Copa do Nordeste. A experiência de ver o Sport em seu estado natal será a primeira na sua vida, algo que não havia acontecido nem em sua época de atleta.
“É a primeira vez que verei o Sport jogar aqui no Espírito Santo, em um confronto muito especial, entre o time que eu cresci e me projetou para o Brasil, que foi a Desportiva, e o Sport, que tem um significado diferente na minha vida, tendo me aberto as portas para vestir essa camisa gigante e ter vivido tantas coisas boas”.

Primeira cidade colonizada por emigrantes italianos no Brasil, a simpática Santa Teresa possui cerca de 23 mil habitantes, fazendo com que Dedé viva uma vida bastante agradável, calma, longe dos holofotes dos tempos de atleta, onde na Ilha do Retiro, podia ter acesso a quase o dobro de pessoas do seu município nas arquibancadas.
“Consigo dimensionar um pouco da minha reprentatividade no Sport. Lembro que depois de jogos, no prédio, eu chegava e tinha muitos torcedores, principalmente jovens, crianças, fazendo festa, cantando o meu nome. Aqueles jogos na Ilha, com casa cheia, clássicos, Campeonato Brasileiro. Tenho muita honra por ter vivido tudo isso por este Clube”.

Dedé fez parte de times marcantes, como o de 1994, do qual guarda grandes lembranças, jogando ao lado de outro atletas que possuem enorme carinho da torcida rubro-negra, com coleção de momentos marcantes, como a grande goleada diante do São Paulo, na altura campeão mundial.
“Falar daquela equipe de 1994 é falar de uma Seleção. Meu Deus! Quantos jogadores incríveis, o que conseguiram construir depois também em suas carreiras. Foi um time realmente marcante, conseguimos fazer um grande Campeonato Brasileiro, conquistar a primeira Copa do Nordeste, dando o brilho merecido à uma geração de grandes atletas. Há alguns anos uma emissora de Salvador me procurou justamente para falar sobre aquele Sport, é algo recordado até hoje por todos”.
Durante as duas passagens com a camisa rubro-negra, Dedé além de bom futebol, elogios e muito reconhecimento da torcida, também conviveu com títulos, em uma trajetória em que todos sorriram do início ao final.
“Minha história no Sport é de vitórias e títulos. Fui campeão da Copa do Nordeste na primeira passagem e bicampeão Pernambucano nas duas vezes que disputei durante a segunda. Dentro disso, também realizamos boas campanhas no Brasileirão. Para mim, falar do Sport é falar de conquitas”.

Para o ex-lateral, hoje com 56 anos, o Sport marcou sua carreira tanto quanto ele ficou marcado no Sport. Sendo a maior razão de seu reconhecimento enquanto jogador de futebol profissional, tendo também um aspecto pessoal e familiar que é guardado de forma eterna durante a vida em Pernambuco.
“O Sport é marcante na minha vida. me ofereceu a possibilidade de ser visto como atleta de ponta no futebol brasileiro. Foi com essa camisa que consegui ser referência da minha posição, selecionado em revistas nacionais da época, tendo reconhecimento em todo Brasil. Tudo isso só foi alcançado por ter vestido uma camisa com esse peso e alcance, sou muito grato. Além dessa parte de campo, a minha primeira filha é pernambucana, tendo nascido neste período, em Boa Viagem. Ela estará no jogo comigo”.
Sem perder o Sport do radar
“Sempre acompanho o Sport, vejo a tabela, os resultados, a correria do trabalho faz com que não consiga olhar todos os jogos, mas faço questão de me situar a respeito da situação do Clube. Esse lado torcedor eu sempre terei e não abro mão. O Sport, pela grandeza e pela forma que se estruturou ao passar dos anos, merece figurar nas primeiras prateleiras do futebol brasileiro”.
A vida depois das quatro linhas
“Hoje atuo como subsecretário de esportes aqui em Santa Teresa. Continuo lidando com essa parte esportiva, de segunda a segunda, me envolvendo em projetos sociais e tentando ajudar ao povo da cidade que eu sempre morei. A vida de atleta tem a sua duração, tive o Sport na carreira como o maior marco para mim e agora sigo fora das quatro linhas, aproveitando a família e me sentindo muito feliz e valorizado por tudo que conquistei”, finalizou Dedé, que além do Leão e da Desportiva, também vestiu as camisas de Guarani, Atlético Mineiro, Athletico-PR e Paraná.

Homenagem após o jogo
Logo depois do jogo e da classificação do Sport, Dedé foi ao campo com sua esposa e recebeu uma camisa dedicatória das mãos do presidente Matheus Souto Maior e do vice, Kadico Pereira. Ele não escondeu a alegria.
“Muito feliz por este carinho, pela forma que me receberam aqui, pela lembrança. Ter visto o Sport em campo novamente foi uma sensação incrível, ainda mais contra a Desportiva, que também carrego no meu coração. Só tenho realmente que agradecer ao Clube. É um momento que vou guardar”.


