O Sport marcou presença, por meio da vice-presidente de inclusão e diversidade, Roberta Negrini, no primeiro seminário realizado pela CBF em combate ao racismo e à violência no futebol, na última quarta-feira (24). O evento ocorreu durante todo o dia na sede da entidade, no Rio de Janeiro.

O seminário durou cerca de nove horas e foi pautado por diversas mesas de debates para discutir e prevenir o preconceito, além de relatórios especializados no tema, com referências do assunto no âmbito da justiça, segurança e torcidas, inclusive integrantes da Fifa, Conmebol e Uefa.

Os presidentes da CBF, Conmebol e Senado Federal, Ednaldo Rodrigues, Alejandro Domínguez e Rodrigo Pacheco, respectivamente, estiveram presentes e discursaram, assim como o cantor Gilberto Gil, ícone da cultura negra no Brasil.

“O Sport estar participando desse reduto com pessoas que estão pensando em como melhorar a inclusão do futebol, o respeito e a intolerância ao preconceito, é um passo ainda mais efetivo de que estamos no caminho certo. Esse endosso da CBF mostra isso”, destacou Roberta.

“Temos muito o que fazer ainda, mas não temos dúvida de que estamos na direção correta. Existe um grupo focal na CBF que está tratando do tema, um grupo multidisciplinar e ficaram impressionados do Clube ter uma vice-presidência de inclusão e diversidade”, acrescentou.

No seminário, foram apresentadas recomendações a serem seguidas pelos clubes no sentido de combater qualquer tipo de preconceito no espaço do futebol. Alguns deles, inclusive, já foram colocados em prática pelo Leão.

Dentre as diretrizes apontadas no seminário, podem-se citar o posicionamento público por parte do Clube de que é contra a violência, como o manifesto que o Sport tem na entrada da Ilha do Retiro, além de uma gerência voltada especificamente para o tema – o Leão foi além e instituiu no segundo semestre do ano passado a vice-presidência de inclusão e diversidade.

“Ficamos felizes em saber que estamos avançados em algumas situações. A primeira coisa que a gestão fez foi deixar muito claro quais os nossos princípios e o que queremos. Sempre coloco uma coisa muito importante: o fato de termos uma vice-presidência não significa que não temos mais problemas com o tema. Pelo contrário: estamos assumindo que temos problema e por isso nomeamos uma vice-presidência para cuidar e endereçar esse assunto, para que se torne pauta”, disse a vice-presidente. “Temos muita coisa para colocar em prática, mas estamos no caminho”, reforçou.