As centenárias instituições pernambucanas abaixo identificadas agradecem a sensibilidade do Comando da Polícia Militar do Estado ao corrigir, de maneira imediata, o evidente equívoco em que se constituiu a pretensão de proibir o uso de rádios nos estádios de futebol.

A medida citada era irrazoável, desnecessária e ineficaz, por melhores que eventualmente sejam seus objetivos. Não há nenhuma evidência estatística, empírica ou técnica de que a restrição da liberdade de utilização do rádio possa, efetivamente, contribuir para a redução da violência.

O uso do rádio nos estádios é parte essencial, para muitos, da própria experiência dos espetáculos de futebol. O rádio é importante veículo de informação – e isso sim pode contribuir, muito, para a segurança dos cidadãos – e de opinião.

Mas não é só. No campo, o velho radinho de pilha é um instrumento essencial para a emoção do jogo (e, para os privados de visão, para acompanhar a partida em conexão com a energia do estádio). Sem ele, parte da magia do futebol se perde.

Também viemos aqui pedir que esta sensibilidade seja aplicada com relação aos instrumentos musicais utilizados pelas torcidas pernambucanas, tendo em vista que não representam qualquer risco à integridade de quem frequenta as arquibancadas. A festa precisa continuar dentro do estádio, garantindo que esta paixão seja passada de geração para geração.

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