Lideranças políticas do Sport Club do Recife estiveram no velório do Coronel Adelson Wanderley na manhã desta segunda-feira (19), na Sede Social da Ilha do Retiro. Além de lamentarem profundamente o falecimento do gerente de futebol do Clube, ressaltaram o comportamento irretocável de Adelson e os serviços prestados por ele ao futebol pernambucano e rubro-negro. Adelson tinha 74 anos e lutava contra um câncer.

“O sentimento é de tristeza, apesar de saber que ele foi poupado de mais sofrimento. Era um exemplo de amigo. Eu só tenho a agradecer pela oportunidade de ter conhecido Adelson”, afirmou o presidente do Clube, Arnaldo Barros. “Fica para o Sport a lição de seriedade e honestidade de um homem simples e de personalidade forte. Em todos os cantos que eu fui pelo Brasil no meio do futebol, só encontrei referências honrosas sobre a postura e a conduta que Adelson teve à frente do Sport”, completou.

Ex-presidente Milton Bivar fez questão de exaltar o pioneirismo do Coronel Adelson Wanderley na gestão do futebol. (Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife)

As palavras de Arnaldo Barros foram endossadas pelo ex-presidente e atual vice do Executivo do Clube, Gustavo Dubeux. “O Coronel Adelson, além de grande profissional e grande pessoa, sempre pregou a dignidade no futebol. E isso é muito importante. Era uma pessoa com muita experiência e deixa um legado de seriedade e respeito às pessoas. Temos que entoar isso. Fica de exemplo a pessoa séria, profissional e amiga”, disse.

O ex-presidente do Leão, Milton Bivar, ressaltou o pioneirismo do Coronel Adelson na gestão do futebol. “Adelson deixa um grande legado. Ele foi o primeiro diretor remunerado do futebol brasileiro. Ele tinha conhecimento. Se envolvia nas contratações, nos contratos, nos salários, na logística, nos problemas do Clube. Depois dele, esse cargo passou a ser fundamental em todos os clubes do País”, disse. “Adelson tinha um predicado que era fenomenal: a bondade. Nunca vi, durante todos os anos que trabalhei com ele e mantive uma relação de amizade pessoal, ele fazer nada que desabonasse a sua história. Sempre tinha uma palavra boa para dar a todos”, completou.


Ex-presidente Wanderson Lacerda creditou ao Coronel importância em várias conquistas do Clube. (Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife)

 

Outro ex-presidente do Leão exaltou o legado deixado pelo Coronel Adelson Wanderley. “Adelson deixa um legado de um grande profissional, tanto na área de preparação física como na gestão. Foi um grande gestor. Uma pessoa bem quista por todos. Sabia atender bem aos que o procuravam. Teve participação importante em várias conquistas do Sport”, afirmou.

Augusto Carreras, ex-diretor de futebol do Sport, ressaltou o comportamento irretocável do Coronel. (Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife)

Ex-diretor de futebol do Clube, Augusto Carreras fez questão de ressaltar o comportamento irretocável do Coronel. “Perde muito o futebol pernambucano. Coronel Adelson tem militado no nosso futebol há muito tempo, nos grandes clubes de Pernambuco, sobretudo no Sport. Ele tem uma história aqui dentro. Uma história de amizade, de lealdade, de cumplicidade com o nosso clube, com os nossos atletas, com a nossa história. O Coronel deixa uma história, principalmente em como agir com correção, equilíbrio… nos momentos mais difíceis do Clube, ele chegou aqui com a palavra abalizada, com serenidade. Sentimos muito. Eu tive o prazer de conviver com ele e de ter recebido tantos conselhos. Hoje é um dia de luto”, disse.

Saiba mais
Adelson Wanderley era coronel da Polícia Militar e formado em Educação Física. Além do Sport, ele também trabalhou no Santa Cruz e no Náutico.

A história de Adelson na Ilha do Retiro teve início na década de 70, como preparador físico. Em algumas oportunidades, comandou o time como técnico interino. Só a partir dos anos 90 foi que começou a ocupar cargos administrativos no Leão.