Em passagem pelo Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (26), o Presidente Milton Bivar e o Vice-Presidente Carlos Frederico de Melo encontraram-se com Roberto Rojas, ex-preparador de goleiros do Sport, na última gestão de Milton, em 2008. A “coincidência” não foi por acaso, Rojas será homenageado pelo canal de TV por assinatura Fox Sports e o Presidente Milton Bivar prestou um depoimento para o programa.

Rojas foi trazido para trabalhar no Sport em 2008, por Nelsinho Batista, quando passou várias temporadas no Leão, acumulando títulos importantes, como o da Copa do Brasil. E claro, que não poderíamos perder a oportunidade de entrevistar esse grande personagem da história rubro-negra. Confira como foi o papo com Rojas:

1 – Rojas, antes de tudo, onde você mora hoje? E continua trabalhando com futebol?
Atualmente moro em São Paulo, com a minha família. Passei um tempo afastado do futebol, mas espero logo espero voltar à atividade de novo e fazer um trabalho onde eu possa ajudar em um projeto no futuro.

2- Quais recordações você guarda do Recife, em especial do Sport?
Tenho muita saudade do Sport, como instituição, como Clube e como um todo, e também do Recife. Fui muito feliz enquanto estive lá. Alcançamos nossos objetivos e o trabalho foi muito bem feito, junto à diretoria. Conseguimos o título Pernambucano, o da Copa do Brasil contra um grande adversário, que foi o Corinthians, e tenho só saudades de momentos muito bonitos que eu vivi lá.

3- Qual jogo, em sua opinião, foi mais difícil da Copa do Brasil?
Jogos mais importantes que ganhamos foram os jogos contra o Internacional e contra o Palmeiras. Eram equipes que naquele momento eram candidatas ao título e nós conseguimos eliminá-las em fases na Copa do Brasil. Foram os dois jogos mais empolgantes que a torcida do Sport viveu naquele momento. Eu fico com os jogos do Internacional e do Palmeiras.

4- Qual a sensação de ter ganho aquele título pelo Sport, da maneira que foi disputado?
Enfrentamos e eliminamos grandes adversários, como o Vasco, Palmeiras e Internacional, grandes times do âmbito nacional. E ganhar um título pelo Sport é uma coisa maravilhosa, sentir o calor da torcida, sentir o trabalho dando bons frutos. É sempre bom ser campeão, ainda mais com um Clube como o Sport, que naquele momento merecia e no futuro espero que consiga ganhar mais títulos dessa capacidade.

5- Você, como ex-atleta do Colo-Colo, como se sentiu com aquela invasão do Sport no Chile e a vitória histórica na Libertadores de 2009?

Lembro que era a primeira fase da Libertadores, e que a gente entrou com a mesma vontade que ganhamos a Copa do Brasil. Foi um jogo em Santiago, onde a torcida do Sport – mais de 2.500 torcedores – invadiram as arquibancadas do estádio do Colo-Colo, quando nós ganhamos por 2×1. E foi realmente importante porque foi o começo do trabalho, que já deu esse fruto: o Sport ficou em primeiro lugar da chave e alcançamos uma oportunidade de avançar na Copa Libertadores. É sempre bom começar ganhando, ainda mais ante a um rival e com um clube que eu também tenho muito carinho e uma história, foi realmente muito bom.

6- Como foi sua chegada no Sport, e o trabalho com Magrão?
Eu o conheci quando ele jogava no Nacional, lá de São Paulo. O centro de treinamento do Nacional fica em frente ao do São Paulo e eu via os treinamentos do Magrão. Depois, tivemos a oportunidade de trabalharmos juntos no Sport, quando ele ainda era um goleiro a caminho do sucesso que ele teve no Clube. Eu tentei melhorar e passar toda minha experiência para que ele desenvolvesse um bom trabalho. E com o tempo, todo o trabalho foi bom para ele para o Clube.

7- Você está acompanhado o Sport, como você avalia esse início de competição e o desempenho do grupo?

Do Sport eu vi os dois últimos jogos antes da parada para Copa América. É um grupo que está sendo formado e, à medida que eles tenham conhecimento da responsabilidade que é vestir a camisa do Sport e com os bons resultados, que dão mais confiança não apenas aos jogadores e também à comissão técnica, tendem a evoluir. E eles tem um respaldo de um presidente e de uma diretoria que se esforça todos os dias para dar a máxima facilidade para se desenvolver um bom trabalho. Tomara que até o fim do ano o Sport possa estar de novo na primeira divisão, de onde nunca deveria ter saído. Até porque, tem uma torcida maravilhosa, é um clube com uma estrutura sensacional. E digo ao torcedor do Sport, que apoia o time nos momentos bons e nos momentos ruins, e espero que no próximo ano o Sport esteja de volta na primeira divisão. Confira trecho do vídeo