O Vice-Presidente Executivo, Carlos Frederico de Melo, falou sobre o tema que vem tomando conta do noticiário do Sport nas últimas semanas, para colocar um ponto final no assunto: a pena de proibição de inscrição de novos atletas, imposta pela CNRD (Câmera Nacional de Resolução de Disputas), no caso do débito contraído com o atleta Mark Gonzalez.

No início, Carlos Frederico explicou que o silêncio da direção em alguns momentos, foi estratégico, para se chegar à melhor solução jurídica e financeira no processo. E que a decisão de falar agora se dá exatamente pela solução final do caso.

“A postura do Clube, quanto a CNRD, sempre foi de aguardar uma solução para anunciar ao nosso torcedor. É o que fazemos quando fechamos uma contratação, ou uma renovação de contrato, por exemplo. Não dá pra comentar durante as negociações. Fizemos um trabalho muito forte, tanto no campo jurídico, na tentativa de reduzir a pena, quanto no financeiro, para levantar os recursos exigidos. O problema gerado foi a pena de inscrever jogadores para as competições em 2020, e a solução está sendo dada agora, quando temos todos os jogadores inscritos, em via de serem publicados no BID. A reversão da situação negativa é também a recompensa de nossos esforços, pondo um fim ao assunto.”

Em seguida, Carlos Frederico fez uma linha do tempo explicando todo o cenário do início até o fim. Ele esclareceu as conversas com o jogador, que em nenhum momento se mostrou flexível a negociar uma forma de pagamento. E que o final de todo o processo não se deu através de um acordo.

“Tivemos a notícia que o caso Mark González poderia parar na CNRD em meados do ano passado. Havia uma dívida gerada por gestões passadas que levaria a isso, sem uma tentativa de conciliação. Entre a entrada da causa na câmara e a notificação, tentamos uma solução. Propusemos um parcelamento na CNRD. O jogador não aceitou, e não fez contraproposta. Ao receber a condenação da CNRD, tentamos na justiça comum argumentar o peso de não podermos inscrever jogadores. Propusemos dar em garantia nosso contrato de televisionamento da Série A e até a possibilidade da CBF penhorar nossa cota de participação na primeira fase da Copa do Brasil. Todas opções menos drásticas que a que nos impuseram.”

“É importante reforçar que o caso não está sendo resolvido através de acordo. Houve uma condenação baseada no Código de Processo Civil, imposta pela CBMA, instância de mediação superior à CNRD, em que se institui que um devedor, não podendo honrar o pagamento de uma dívida à vista, pode pagar 30% de entrada e o restante parcelado em seis vezes.”

Por fim, Carlos Frederico explicou o valor maior pago nessa primeira parcela: “O valor evoluiu porque a condenação foi feita no final de novembro e além da entrada de 30%, tivemos que pagar a parcela de dezembro e a de janeiro. Reforço que nunca houve acordo, e por isso nunca houve o descumprimento de um. Esse ponto foi exaustivamente reforçado por nosso departamento jurídico. Fomos condenados e pagamos quando foi possível. Lamento a cobertura equivocada de alguns blogs e de parte da imprensa, que levaram desinformação ao nosso torcedor, induzindo-o a pensar que o Sport estava “descumprindo um acordo”, concluiu.