A Liga Forte Futebol (LFF) concluiu o acordo com os investidores da Life Capital Partners e Serengeti Asset e Management, em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta sexta-feira (30), na sede da XP, em São Paulo. O presidente do Sport, Yuri Romão, esteve presente e assinou a formalização do acerto por parte do Clube.

O acordo resultará em um investimento de R$ 2,3 bilhões para os times da Liga Forte Futebol, que receberão nos próximos dias um adiantamento de R$ 500 milhões. Em contrapartida, a Life Capital Partners e Serengeti Asset Management terá 20% das receitas comerciais geradas pelas equipes da LFF no Campeonato Brasileiro pelos próximos 50 anos, a partir de 2025.

O acordo assinado, aliás, representa uma oportunidade de fortalecer o futebol brasileiro, uma vez que a Liga Forte Futebol, desde o princípio, tem como bandeira uma distribuição mais justa de receitas, além de fair play financeiro e governança, com base no que é visto nos campeonatos de mais sucesso do mundo, a exemplo da inglesa Premier League.

“Entendo este 30 de junho como histórico para o futebol brasileiro. O futebol no nosso país não aguenta mais uma divisão tão desigual nas receitas entre times de um contexto tão próximo. Não tenho dúvidas que um maior equilíbrio fará bem a todos os clubes e resultará em um produto muito melhor e atrativo, como vemos nas principais ligas do planeta”, disse Yuri Romão.

“Desde o início fiz questão de que o Sport estivesse entre os clubes fundadores da LFF e também fiz questão de que o Clube marcasse presença em todas as reuniões, a fim de defender os interesses e buscar o melhor para a nossa instituição. Então fico realmente muito feliz de, após tantas assembleias e discussões, ter podido materializar tudo isso com a assinatura desta sexta”, reforçou o presidente do Leão.

O formato aprovado pela Liga Forte Futebol estipula uma repartição das receitas de maneira mais equânime, assim sendo: 45% igualitariamente, 30% pela performance esportiva e 25% pelo apelo comercial. Além disso, há uma regra para que em nenhum cenário a disparidade entre o primeiro e o último time seja superior a 3,5 vezes.