Um dos principais nomes da base do Sport nos últimos anos, o meio-campista Alessandro é mais um que está no grupo principal e trabalha visando o início da temporada 2020. No Sport desde 2014, ele acumula títulos na base, onde venceu três Estaduais em todas as categorias em que esteve: Sub-15, Sub-17 e Sub-20, além de outros torneios. Demonstrando ótima memória, o volante volta no tempo para lembrar de como chegou ao Rubro-Negro.

“Jogava por um time que era um projeto de uma Prefeitura lá na Bahia. Teve um torneio em Salvador e pude jogar frente ao Sport. Perdemos de 2 a 1 e o gol foi meu. A competição terminou em um sábado e em uma quarta os caras ligaram para o meu empresário falando do interesse em me trazer para o Recife. Cheguei com 14 anos, dia 26 de agosto e desde então estou aqui”.

De grande vigor físico e excelente trato com a bola, Alessandro era capitão do time vice-campeão da Copa do Brasil em 2016 e também já acumula um empréstimo tendo minutagem no profissional, quando saiu brevemente para o América-PE na reta final do Pernambucano deste ano. Apesar de rápida, a passagem que protagonizou os primeiros jogos como profissional foi destacada e muito elogiada pela mídia local. Os caminhos levariam ao Sport de volta, lugar que o volante não poupa palavras para chamar de Lar.

“Hoje eu posso dizer que o Sport é a minha vida. Minha base toda como atleta e pessoa. Tenho mais amigos aqui do que na minha casa. Em Recife e pelo Sport casei, tive uma filha e é onde espero continuar por bastante tempo”.

Após retornar, um segundo semestre cheio, com 30 jogos e cinco gols marcados. Os gols são reflexo da facilidade em pisar na área adversária, uma de suas principais características, além do senso de cobertura e versatilidade, que já o fez inclusive ser zagueiro por um longo período. No dito moderno do futebol, Alessandro é um box-to-box em plena essência. Depois de mostrar um cardápio tão bom na base, ele mira 2020 como virada de chave, inspirando-se em um atleta especial.

“Quando era zagueiro minha inspiração era o Durval. Hoje eu diria que é o Anselmo, não só pelo que mostrou no Sport, mas pela característica parecida com a minha. Ficava sempre o observando dentro de campo. As ações com a bola, sem ela, as coberturas, os preenchimentos de espaço. É usar tudo isso como inspiração para fazer uma pré-temporada boa e conseguir corresponder quando for acionado”.