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A sala de troféus da Ilha do Retiro retrata a grandiosidade histórica do futebol do Sport Club do Recife. Títulos reverenciados por rubro-negros de geração em geração. Confira o enredo de algumas conquistas emblemáticas

O Brasileirão do Norte foi dividido em dois torneios regionais, o Nordeste e o Norte. No primeiro torneio, o Sport liderou seu grupo e classificou-se para o quadrangular decisivo da chave, garantindo o título regional e a vaga para final contra o campeão do Norte após vencer o Clássico das Multidões na Ilha do Retiro por 4 x 1, no dia 22 de dezembro de 1968. Na final do Brasileirão do Norte, duas vitórias sobre o Remo. Na primeira partida, no dia 23 de fevereiro de 1969, triunfo por 3 x 1. Na Ilha, no dia 2 de março, mais uma vitória, desta vez por 2 x 1, com dois gols de Zezinho. O Sport Club do Recife sagrou-se campeão brasileiro do eixo Norte do Brasil e partia para disputar o título do Torneio dos Campeões da CBD contra os campeões brasileiros do eixo Centro (Grêmio Maringá/PR), do eixo Sul (Santos) e o campeão nacional da Taça Brasil (Botafogo). O time titular na grande decisão: Miltão; Baixa, Gilson, Bibiu e Valter; Altair, Dema, Zezinho e Tonel; Soares e Fernando Lima. Técnico: Astrogildo Neri.

*Em 2024, o Sport, ao lado de Fortaleza, Ceará, FPF e FCF formaram uma comissão para solicitar junto a CBF a unificação desse título ao Campeonato Brasileiro. O processo ainda está em andamento.

O Sport escreveu uma das páginas mais importantes de sua história em 1987, quando sagrou-se campeão brasileiro, contra tudo e contra todos. Um título conquistado dentro de campo e ratificado ano após o ano nos Tribunais, em todas as esferas possíveis. Em 18 de abril de 2017, o Supremo Tribunal Federal declarou o Sport como o único e legítimo campeão de 1987 – negando mais um recurso do Flamengo e dando o caso como encerrado. Em meados de março de 2018, um ponto final na discussão: a decisão da STF transitou em julgado e os cariocas não têm mais como recorrer. Em campo: por conta do imbróglio jurídico durante o campeonato, a decisão do título só aconteceu no ano seguinte. O Rubro-negro Pernambucano disputou a taça com o Guarani. No primeiro jogo, em Campinas, empate por 1×1. Na volta, em 7 de fevereiro de 1988, em uma Ilha do Retiro lotada, o Leão venceu por 1×0, com gol do zagueiro Marco Antônio, aos 19 minutos do segundo tempo. A escalação da grande final contava com: Flávio; Betão, Estevam, Marco Antônio e Zé Carlos Macaé; Rogério, Ribamar e Zico; Robertinho, Nando e Neco. O técnico era Émerson Leão.

Em 11 de junho de 2008, o Sport sagrava-se campeão da Copa do Brasil. A Ilha do Retiro ficou conhecida como “La Bombonilha” pela pressão que a torcida fez sobre os adversários em todo o torneio. Na finalíssima, Sport x Corinthians. A primeira partida foi em São Paulo, e o alvinegro venceu por 3×1. No entanto, o gol de Enílton, no finalzinho do segundo tempo, fez Carlinhos Bala profetizar: “Ele fez o gol do título!”. A previsão de Bala estava corretíssima. Com um gol que ele mesmo marcou e outro de Luciano Henrique, o Sport venceu o Corinthians por 2×0 no duelo da volta e conquistou o segundo troféu mais importante do País. Comandado por Nelsinho Baptista, o time do Sport na decisão foi escalado com: Magrão; Diogo, Durval, Igor e Dutra; Daniel Paulista, Sandro Goiano, Kássio e Luciano Henrique; Leandro Machado e Carlinhos Bala.

Rebaixado em 1989, o Sport voltou à elite do futebol brasileiro já no ano seguinte, sendo campeão da Série B de 1990. Mais um troféu para a galeria do Rubro-negro Pernambucano, que vinha de um vice-campeonato da Copa do Brasil. Nas semifinais, o time leonino passou pelo Guarani. Na decisão da Segundona, contra o Atlético-PR, 1×1 em Curitiba e 0x0 na Ilha do Retiro. Na grande final, o Leão da Praça da Bandeira, treinado por Brida, foi escalado com: Paulo Victor; Lopes, Aílton, Márcio Alcântara e Glauco; Agnaldo, Alencar e Marcus Vinícius; Mirandinha, Luís Carlos e Neco.

No torneio regional mais competitivo do País, o Sport tem seu lugar de destaque. Três vezes campeão da Copa do Nordeste, o Leão da Praça da Bandeira alcançou o primeiro título em 15 de dezembro de 1994, vencendo o CRB na decisão por pênaltis, em Alagoas. Seis anos depois, o Rubro-negro Pernambucano conquistava o bicampeonato. Foi Sangaletti quem marcou, de cabeça, o gol que garantiu o empate por 2×2 contra o Vitória, na Ilha do Retiro. Na ocasião, os leoninos tinham a melhor campanha da competição e jogavam pela igualdade no placar. Em 2014, o terceiro título. Após vencer o Ceará por 2×0 na partida de ida da final, o time rubro-negro empatou por 1×1 no jogo da volta, no Castelão. Com gol de Neto Baiano, de pênalti, o Sport garantiu o tricampeonato da Copa do Nordeste.

Hegemonia em Pernambuco. O Sport já levantou a taça do Estadual 44 vezes, estando bem à frente dos principais rivais. O Leão possui dois pentacampeonatos (1996-2000 e 2006-2010). De maneira invicta, o time rubro-negro alcançou o título por quatro vezes (1917, 1941, 1998 e 2009). O destaque vai para final de 98, contra o Porto, em 7 de junho, quando a Ilha do Retiro teve o seu maior público já registrado – contando apenas com torcedores rubro-negros. Na ocasião, 56.875 pessoas viram o atacante Irani marcar os dois gols da vitória por 2×0 contra o time caruaruense, garantindo, na época, o 31º título do Estadual. O Sport foi Campeão Pernambucano em 1916, 1917, 1920, 1923, 1924, 1925, 1928, 1938, 1941, 1942, 1943, 1948, 1949, 1953, 1955, 1956, 1958, 1961, 1962, 1975, 1977, 1980, 1981, 1982, 1988, 1991, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2003, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010, 2014, 2017, 2019 e 2023, 2024